Night City foi construída à mão como um lugar onde dá vontade de ficar
Os diretores de arte da CD Projekt Red Jakub Knapik e Kacper Niepokólczycki contaram ao 80.lv como Night City foi montada. A cidade foi feita quase toda à mão: prédios, outdoors, latas de lixo, papéis na calçada. As ferramentas procedurais serviram apenas como ponto de partida, e só em alguns lugares.
Knapik diz que o mundo não foi pensado como pano de fundo, mas como uma sandbox de outra vida: carro, música, missão secundária, apartamento, atmosfera. Por isso, na opinião dele, os jogadores voltam só para passar um tempo na cidade. Ele associa a identidade de Cyberpunk 2077 à profundidade e à ousadia dessa construção.
Quatro camadas de tempo definem o visual: o retro-cyberpunk dos anos 1980, o kitsch plástico dos anos 1960, o neomilitarismo corporativo e o neokitsch pseudonatural dos ricos. O contraste funciona em quase todo lugar. Um exemplo é a casa em Rancho Coronado com um AV cravado no telhado: rotina para os moradores, choque para o jogador. Os distritos têm cores e histórias próprias. Japantown nasceu da expansão das corporações japonesas, e a orla, dos armazéns e do porto.
A densidade de anúncios às vezes virava ruído. Em Phantom Liberty, foram criadas regras para agrupar cor, forma e espaço vazio. Dogtown saiu mais detalhada e mais silenciosa. A mudança para a primeira pessoa obrigou a recalcular as métricas das fases, a densidade de objetos e a escala da arquitetura.
A entrevista explica por que a cidade parece construída, e não gerada.

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